terça-feira, 11 de setembro de 2018

The Mousetrap



Anteriormente contei a minha experiência ao ver a segunda produção não musical com mais tempo em cena em West End (Woman in Black). Claro que quando constatei este facto fui procurar a peça que está em primeiro lugar na lista e fui vê-la. Assim, este post é sobre a peça em primeiro lugar na lista de produções não musicais em Londres. Há 66 anos para ser mais exacta.

Nesta peça houve bastantes interessados. Eram 11 pessoas no nosso grupo numa sala completamente lotada. Tudo bem que a sala não é muito grande, mas sessão esgotada numa espectáculo que ocorre há 66 anos é impressionante.

The Mousetrap é uma peca de mistério escrita pela Agatha Christie. Estreou em Londres no West End em 1952 e nunca parou. Em Novembro de 2012 celebrou a performance número 25.000! A peça é famosa pelo final surpreendente em que os actores pedem à audiência para não divulgar a resolução do mistério de forma a não estragar a experiência da futura audiência. #KeepTheSecrets #NoSpoilers

A história é muito estilo Agatha Christie como não podia deixar de ser, e o final é bastante surpreendente. Tal como nas restantes histórias, há um ou mais assassinatos e o/s assassino/s são revelados no final. Inicialmente começou como uma pequena peça na rádio chamada Three Blind Mince e baseada em factos verídicos. Posteriormente o nome foi alterado devido a conflitos com a obra de outra autora. Apenas pode ser realizado um filme da história após seis meses do encerramento da peca, que não me parece que vá acontecer no breve.

O local de exibição é o St. Martin's Theatre que, tal como a peça, é bastante antigo. Os lugares são muito próximos e pode acontece, como no meu caso, em que alguém alto se senta nas filas da frente e a tua visibilidade da peca é afectada. Na entrada existe um contador no numero de exibições da peça.

Para quem gosta do estilo recomendo. Não é todos os dias que se pode assistir a uma peça em exibição há tanto tempo.


Imagem relacionada




terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Slava's Snow Show


Para acabar o ano em grande fomos  ver um espectáculo chamado Slava's Snow Show. Foi algo espontâneo pois decidimos no próprio dia.

Este espectáculo já existe desde 1993 e tem origem na Russia. Slava é inclusivamente um dos actores. Este espectáculo é claramente diferente de tudo o que já vi. Entrei a pensar que se calhar  era um espectáculo para crianças, e várias vezes durante o espectáculo pensei que não era para crianças mas sim para gente louca.

Para começar as personagens são palhaços. Sim, palhaços! Haverá algo mais creepy? Há um palhaço principal (o Slava) e um grupo de outros  palhaços, todos vestidos de igual mas de tamanhos diferentes. Ninguém fala excepto o Slava que  faz alguns sons que parecem palavras mas que na verdade não são nada. No entanto, são todos bastantes expressivos e é possivel identificar o que pensam pelas expressões ou linguagem corporal.

Há cenas bastante engraçadas, mas não achei tão engraçadas como a senhora atrás de mim que não parava de rir ás gargalhadas aos meus ouvidos. E há cenas muito estranhas, completamente aleatórias que ficas e pensar o que raio se está a passar. Alias, a frase que mais que passou pela cabeça foi: what the fuck…

Por outro lado, tem o ponto forte do espectáculo e o motivo pelo qual vale a pena ir: a interacção com o público. É fenomenal. Os palhaços andam pelo meio do público e é hilariante. Eles são mesmo engraçados. Mesmo quando viram uma garrafa de água do avesso em cima dos chapéus de chuva e vão molhando as pessoas.

Mas a melhor parte é quando passa por cima da audiência uma espécie de teia de aranha e tens que ir passando para as pessoas de trás e parece que não acaba e já estas todo embulhados nos fios. Ou quando há uma explosão de neve que vês vir na tua direcção e é como uma tempestade de neve (cometi o erro de abrir a boca para respirar). Ou no final quando neva e vêm bolas saltitonas gigantes na tua direcção.


O chão estava cheio de "neve" quando entrámos e ficou ainda pior quando saímos. Os miúdos e os adultos ficaram loucos e quase nos atropelaram para saírem dos seus lugares e irem para perto do palco brincar com a neve, as bolas e os palhaços.

Slava's Snow Show é mesmo algo diferente e recomendo nem que seja pela interacção pelo público. "Let it snow, Let it snow, Let it snow" e desperta a criança que há em ti.

Teias de aranha (retirado google)
Explosão de neve (retirado google)
Palhaços iguais (retirado google)

The Woman in Black


Pela primeira vez fui ver uma peça de teatro de terror. Não fazia ideia da história, nem sabia que havia um filme e um livro sobre a mesma. Fui completamente sem saber o que esperar.

Woman in Black é um romance de horror escrito por Susan Hill de 1983. A história retrata a viagem de um solicitador (Arthur Kipps) que se desloca a uma terrinha no interior do Reino Unido (Crythin Gifford) para tratar do testamento de uma senhora que faleceu. Rapidamente se apercebe que algo de estranho se passa com a população e a casa onde habitava a falecida (Eel Marsh House). Várias crianças desaparecem e parece estar relacionado com a visão de uma mulher vestida de negro. O solicitador tenta desvendar os mistérios numa experiência traumatizante para a vida.
Mais tarde o livro deu origem a uma série de televisão em 1989 e um filme em 2012 com Daniel Radcliffe (Harry Potter). A peça estreou em Londres também em 1989 e continua em cena! O que faz desta a segunda produção não musical com mais tempo em cena em West End (zona de Londres com elevado numero de espectáculos). Impressionante, principalmente considerando que apenas tem dois actores e dois cenários…

É interessante como apenas dois actores conseguem retratar várias personagens e situações com tão pouco. A forma como decidiram contar a história é brilhante e deixa bastante á imaginação da plateia. A peça, tal como o livro, começa muitos anos mais tarde com Arthur Kipps a reviver a experiência que viveu no passado. Pretende contar a história ao mundo e pede ajuda a um actor para o ajudar na forma como conta a história. A peça consegue ser engraçada e arrepiante e como o próprio teatro é pequeno torna toda a experiência ainda mais emocionante. Confesso que dei alguns saltos na cadeira. Houve alturas em que a sala estava em completo silêncio com toda a gente expectante do que iria acontecer de seguida. Os dois actores são geniais e são os grandes responsáveis pelo suspense e emoção transmitidos ao público.


Foi muito interessante assistir a uma peça de terror. Foi a primeira, mas claramente não será a última.

Posteriormente a ver a peça, fiquei com curiosidade e vi o filme. O filme por sua vez, apenas conta a experiencia vivida por Kipps. As duas histórias têm algumas diferenças mas são genéricamente a mesma. O filme também está bastante arrepiante e assustador com momentos de bastante suspense.

No geral, é mais uma história de fantasmas das que te faz parar o coração de susto. Recomendo o filme, e principalmente a peça de teatro. Não é por acaso que está em cena há tantos anos.

Visita Pedro - Dia 3 - City e HP studios

No terceiro dia de visita do Pedro já tinhamos planos: Ir aos estudios do Harry Potter. Como era só da parte da parte decidimos fazer um walk tour pela City of London.

A walk tour que decidimos fazer foi esta: https://strawberrytours.com/london/tours/free-london-landmarks-tour-east. Há várias disponiveis. Estes passeios são acompanhados por um guia que vai indicando o caminho e apresentando curiosidades e explicações dos sitios por onde estávamos a passar. Estava disponivel em inglês e espanhol, cada um com o seu guia. Estes passeios existem já em vários paises. São grátis em que a pessoa no fim dá a gorgeta que achar ajustada ou então não paga nada (mas provavelmente é amaldiçoada para todo o sempre).

City of London


Quando ouvia falar na cidade de Londres pensava que se estavam a referir a Londres no geral, até que percebi que não é assim. Londres (ou grande Londres) é composta por 33 distritos. 20 compõem a Londres exterior (Outer London) e 13 compõem a Londres interior (Inner London) que inclui a cidade de Londres (City of London) e a cidade de Westminster (onde eu moro). A City of London (também conhecida como a City) tem apenas 2,6 Km2, corresponde ao centro financeiro e histórico de Londres e tem uma gestão separada do resto de Londres com o seu próprio Mayor e o seu próprio sistema de impostos. Esta área inclui uma enorme concentração de bancos e empresas sendo a sua gestão focada nas empresas. Os limites da cidade de Londres encontram-se sinalizados com postes com um dragão (simbolo da cidade) e o nome City of London. Esta zona inclui a torre de Londres (London Tower), a Tower Bridge e a Catedral de St. Paul como principais atracções turísticas, e foi aqui que começámos o nosso passeio turístico.


Passámos por vários pontos de interesse como:
  • London Tower onde o guia contou a história de um ladrão que se deu a bastante trabalho para se tornar amigo do guardião das joias da coroa para as roubar, incluindo fingir ter uma filha para casar com o filho deste. Infelizmente para ele, o plano saiu furado e ele acabou preso nas catacumbas da torre. 
  • Igreja St Dunstan-in-the-East que se encontra em Ruinas devido aos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial e que actualmente tem com um jardim público no interior.
  • Edificio Lloyds que parece que ainda está em construção. Conhecido como o edificio inside-out pois todos os tubos e cabos encontram-se do lado de fora para maximizar o espaço no interior. Este edificio foi construido em 1986 no mesmo local que o primeiro edificio Lloyds, tendo sido inaugurado pela rainha Elizabeth II.
  • Igreja St Bride cuja arquitectura inspirou a criação do bolo de noiva com diferentes "andares". Observando o topo da igreja é fácil perceber a referência considerando que parece um bolo de noiva de 4 andares/camadas.
  • Catedral de St. Paul, igreja bastante importante em Inglaterra que existe desde o século XVII. A sua construção fez parte de um programa de reconstrução depois do Grande Incêndio de Londres em 1666. O incêndio durou 3 dias e destruiu mais de 13.000 casas, e várias igrejas incluindo a antiga catedral que foi consumida pelas chamas no mesmo local em que a actual for construída. Na Catedral ocorreram várias cerimónias importantes como o casamento do Principe Carlos e a Princesa Diana, o funeral de Winston Churchill e Margareth Tatcher, entre outras.
  • The Monument - torre de pedra, construida entre 1671 e 1677, em homenagem ao Grande Incêndio de Londres.
  • Leadenhall Market - Uma rua com lojas que supostamente inspirou/ serviu de localização para as filmagens da Diagon Alley do Harry Potter.
  • Street Art - encontrámos um boneco com o sistema digestivo no meio do passeio.
  • Bank of England
  • Royal Court of Justice que é num edificio enorme e bem giro e foi onde terminou a nossa visita.





 No final do passeio aproveitámos por passar noutro local onde foram filmadas cenas do Harry Potter - a Millenium Bridge.


Warner Bros Harry Potter Studios


E continuando o passeio Harry Potter da parte da tarde fomos aos estúdios da Warner Bros. Os estúdios são fora de Londres pelo que demoramos um bocadinho a chegar, primeiro de comboio e depois a apanhar o autocarro dedicado. É necessário marcar com antecedência pois  os bilhetes esgotam e é preciso escolher o horário. É preciso também ter em atenção que são os estudios onde foram realizados os filmes não é um parque de diversões, apesar de ter algumas actividades interactivas. O objectivo principal é apresentar os cenários e o objectos utilizados, assim como revelar como funciona o cinema por detrás das câmaras.

A parte mais emocionante é mesmo quando entras no salão principal e é igual ao filme. Sentes-te transportado para o mundo do Harry Potter. Estão também disponíveis muitos outros cenários como a sala comum dos Grifindor, o gabinete do Dumbledore, a casa do Hagrid, a floresta proibida, a cozinha dos Weasley, Privet Drive, Diagon Alley, a plataforma 9 e 3/4 e o Hogwarts Express entre outros. Durante a visita há vários vídeos e esquemas de como foram construídas as cenas e os efeitos especiais. No final, somos surpreendidos com a maquete gigante de Hogwarts que é fantástica e é possível perceber melhor onde se passa cada momento dos filmes. A visita termina passando pela loja do Olivanders e claro pela loja oficial onde as possibilidades de gastar dinheiro são infinitas.















Em termos de experiências interactivas é possivel:
  • Tirar uma fotografia de grupo com os mantos de Hogwarts (eu e o Pedro tivemos também direito a varinha).
  • Sentar numa vassoura com um fundo verde e fazer um video com no filme e tirar fotografias com diferentes fundos.
  • Sentar na mesa do Hagrid e perceber como a perspectiva pode ser utilizada para fazer as pessoas parecerem maiores ou mais pequenas.
  • Provar a butter beer (que a propósito é horrível). Há também gelado com sabor a butter beer e esse sim, é bem fixe.
  • Tirar fotografia na plataforma 9 e 3/4 e entrar no Hogwarts Express.
  • Sentar num cenário que representa uma carruagem do Hogwarts Express enquanto são convidados a participar num passeio e tirar foto no final.
  • Atravessar a "ponte" de Hogwarts que se encontra no pátio entre os dois pavilhões do estúdio.








O Pedro ficou bastante desiludido com a representação do Patronus que basicamente era um cão empalhado com um colete com luzes.

Assim terminou o terceiro dia de visita do Pedro e o último em que o pude acompanhar. No dia seguinte já tive que ir trabalhar.