sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Visita Pedro - Dia 2 - Carnaval, British Museum, Camdem Town

No segundo dia da visita do Pedro decidimos ir espreitar o Carnaval de Londres, mais precisamente em Notthing Hill. Sim, Carnaval em Agosto. Ocorre todos os anos no último fim-de-semana de Agosto, até porque a segunda-feira seguinte é feriado (Summer bank holiday). Porque é importante ter feriados para festejar o Verão :D O Carnaval são 3 dias mas em Londres sâo 2 (Domingo e Segunda-Feira).

Encontrámo-nos com outros amigos meus para um bom pequeno-almoço num cafézinho muito agradável em Victoria e depois seguimos para o Carnaval.



Carnaval de Notting Hill


O Carnaval ocorre nas ruas de Londres (Zonas W10 e W11) na zona de Notthing Hill, Ladbroke Grove, Westbourne Grove, Westbourne Park and Kensal Road. Esta zona fica interdita ao trânsito durante o evento e basicamente é o caos para quem mora lá. Um colega meu que vive mesmo no epicentro tenta sair da cidade nestes dias. O Carnaval aconteceu pela primeira vez em 1966 numa altura em que Londres tinha bastantes imigrates de Trinidad e Tobago e estes decidiram celebrar a sua cultura das caraíbas. Ao longo do tempo foi-se expandido para originários de outras ilhas das Caraíbas e depois ao resto do mundo sendo hoje um evento de grande dimensâo. Nós fomos de manhã que é a altura mais calma, em que ainda está tudo a aquecer. Supostamente há um grande cortejo com escolas de samba e tudo, mas confesso que não vi nada de especial no cortejo. O ambiente é engraçado com toda a gente animada. É um pouco estranho porque parece que estamos numa zona de guerra em que as lojas e casas estão protegidas com taipais de madeira já grafitados (provavelmente aproveitados de outros anos). O supermercado tinha apenas uma pequena passagem para entrada e saída dos clientes. Nem quero imaginar como fica mais ao fim do dia e noite. Para nós foi tranquilo. Foi a primeira vez que estive em Notting Hill desde que cá estou e é uma zona bastante engraçada.





British Museum


Da parte da tarde fomos visitar o British Museum. Há semelhança de muitos outros museus londrinos é grátis (excepto exposições temporárias). Foi fundado em 1753 com a colecção do físico e cientista Sir Hans Sloane, Abriu pela primeira vez as portas em 1759, no mesmo local onde se encontra hoje, e foi o primeiro museu público do reino unido (já era grátis nessa altura). É dedicado à arte, cultura e história da humanidade. A sua colecção foi amplamente enriquecida com colonização inglesa (o que não surpreende) e incluí peças como a Pedra Roseta e o caixão de Cleopatra, entre muitas outras peças. A sua expansão resultou na criação de outros museus como o Museu de Historia Natural e a British Library. O hall principal (Great Court) é incrivel e só por ele já vale a pena.


A Pedra Roseta é um bloco de granito preto do Antigo Egipto e a sua importância advém do texto cravado na pedra que foi crucial para a compressão da linguagem hieroglifica desconhecida até então. Apresenta o mesmo parágrafo escrito em 3 línguas distintas: o primeiro na forma hieroglifica do antigo egipto, a segunda em demótico egipcio e a terceira em grego antigo. Denomina-se Roseta devido à cidade onde foi encontrada pelas tropas de Napoleão em 1799 (Roseta, na província egípcia de Al-Buhaira). É bastante fácil encontrá-la no museu porque está no piso térreo e está sempre rodeada de gente sendo praticamente impossível tirar uma fotografia sem um emplastro (mas consegui!).

Eu por esta altura já estava tão cansada das minhas pernas que confesso que não vi grande coisa. Andava de banco em banco a tentar náo desfalecer e que as minhas costas não se desmontassem… Ainda consegui ver o caixão da Cleopatra, mas porque alguém me disse exactamente onde estava porque já tinha passado por lá e nem dei por isso, focadissima que estava em encontrar o próximo banco. By the way, deviam colocar mais bancos… Tive que percorrer várias salas até encontrar um )para pessoas fraquinhas como eu faz muita falta). No final, ainda vimos uma estátua da ilha da páscoa mas acredito que seja apenas uma réplica, considerando o peso e tamanho das originais.

Camdem Town


Como ainda não tínhamos passeado o suficiente fomos até Camdem Town. Estávamos descontraídos a descansar nas espreguiçadeiras junto à estátua da Amy Winehouse (adoro que o nome dela incluia a palavra vinho), quando começamos a ouvir vidro a partir e percebemos que numa loja perto de nós andava pessoal à pancada. Vimos um tipo com a cara cheia de sangue e outro a ser segurado por dois segurança e mesmo assim a conseguir soltar-se. Depois fomos expulsos porque fecharam a zona toda e colocaram fitas como se vê nos filmes. Como tínhamos uma caixa de cereais gigante entre nós e a acção) publicidade à loja Cereal Killer), não vimos muito mais. Jantámos  por lá num pub e depois fomos de Bus para casa.




Assim acabou o segundo dia, e eu cada vez mais exausta :P

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