terça-feira, 2 de janeiro de 2018

The Woman in Black


Pela primeira vez fui ver uma peça de teatro de terror. Não fazia ideia da história, nem sabia que havia um filme e um livro sobre a mesma. Fui completamente sem saber o que esperar.

Woman in Black é um romance de horror escrito por Susan Hill de 1983. A história retrata a viagem de um solicitador (Arthur Kipps) que se desloca a uma terrinha no interior do Reino Unido (Crythin Gifford) para tratar do testamento de uma senhora que faleceu. Rapidamente se apercebe que algo de estranho se passa com a população e a casa onde habitava a falecida (Eel Marsh House). Várias crianças desaparecem e parece estar relacionado com a visão de uma mulher vestida de negro. O solicitador tenta desvendar os mistérios numa experiência traumatizante para a vida.
Mais tarde o livro deu origem a uma série de televisão em 1989 e um filme em 2012 com Daniel Radcliffe (Harry Potter). A peça estreou em Londres também em 1989 e continua em cena! O que faz desta a segunda produção não musical com mais tempo em cena em West End (zona de Londres com elevado numero de espectáculos). Impressionante, principalmente considerando que apenas tem dois actores e dois cenários…

É interessante como apenas dois actores conseguem retratar várias personagens e situações com tão pouco. A forma como decidiram contar a história é brilhante e deixa bastante á imaginação da plateia. A peça, tal como o livro, começa muitos anos mais tarde com Arthur Kipps a reviver a experiência que viveu no passado. Pretende contar a história ao mundo e pede ajuda a um actor para o ajudar na forma como conta a história. A peça consegue ser engraçada e arrepiante e como o próprio teatro é pequeno torna toda a experiência ainda mais emocionante. Confesso que dei alguns saltos na cadeira. Houve alturas em que a sala estava em completo silêncio com toda a gente expectante do que iria acontecer de seguida. Os dois actores são geniais e são os grandes responsáveis pelo suspense e emoção transmitidos ao público.


Foi muito interessante assistir a uma peça de terror. Foi a primeira, mas claramente não será a última.

Posteriormente a ver a peça, fiquei com curiosidade e vi o filme. O filme por sua vez, apenas conta a experiencia vivida por Kipps. As duas histórias têm algumas diferenças mas são genéricamente a mesma. O filme também está bastante arrepiante e assustador com momentos de bastante suspense.

No geral, é mais uma história de fantasmas das que te faz parar o coração de susto. Recomendo o filme, e principalmente a peça de teatro. Não é por acaso que está em cena há tantos anos.

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