terça-feira, 15 de agosto de 2017

Greenwich

Um destes fins de semana fui almoçar com uns amigos a Isle of Dogs, que é perto de Canary Warf. Durante o almoço choveu bastante como é normal em Londres. E como também é normal em Londres, esteve sol durante o resto do dia.

Depois de almoço fomos dar uma volta pela zona. É uma zona composta principalmente por prédios residenciais e escritórios. Há também algumas praças com restaurantes e parques, para além dos canais.

Como estava bom tempo e estávamos perto de Greenwich decidimos ir lá dar uma volta. Apanhámos o DLR (Docklands Light Railway) que é uma espécie de metro ligeiro automático que serve a zona de Docklands e foi aberto em 1987. Conta com pouco pessoal nas carruagens e estações e circula maioritariamente à superfície tendo ligação com o metro em várias estações. 
Vista da traseira do DLR
Saímos na estação junto ao rio Tamisa, ainda do lado da Isle Of Dogs, onde se pode ver Greenwich. Para chegarmos a Greenwich atravessámos um túnel que passa por baixo do rio Tamisa. 


À saída do túnel temos um dos pontos de atracção daquela zona: o veleiro britânico Cutty Sark que foi transformado em museu no final do século XX. Foi inaugurado em 1869 e destinava-se ao transporte de chá. Em 1895 foi vendido a uma empresa portuguesa e rebaptizado de "Ferreira", apesar de continuar a ser chamado pela tradução do nome original: "Pequena Camisola". Foi vendido novamente mais tarde e acabou por ser transformado em barco museu. O museu é pago mas é possível entrar gratuitamente na loja que se situa debaixo do barco.


Greenwich é um bairro na parte sudeste de Londres. É principalmente famoso devido à localização do Observatório Real de Greenwich que é atravessado pelo meridiano de Greenwich definido em 1851 (Latitude 0º e Greenwhich Mean Time (GMT)). O observatório encontra-se no topo de uma colina no Parque de Greenwich e foi o primeiro local onde nos dirigimos depois do barco. É preciso pagar para visitar o Observatório mas é possível admirar a vista da cidade e inclusive tirar fotos no local onde passa o meridiano. Devo confessar que pensei que fosse um local mais interessante, mas suponho que seja melhor na parte paga. 
Não se percebe mas é o meridiano.
No miradouro estava a decorrer uma sessão fotográfica de um casamento (há bastantes pela cidade espalhados pelos sítios mais incríveis). Tirámos umas fotografias e admirámos a vista sobre Londres e o parque de Greenwich. 


No final do parque encontram-se dois edifícios também conhecidos (Queens House e o Hospital de Greenwich). O  Hospital de Greenwich foi anteriormente o Palácio de Placentia (Palace of Placentia/Greenwich) onde nasceram 3 monarcas ingleses: Henrique VIII, Maria I e Isabel I. Queens House é também um palácio e encontra-se entre o parque e o hospital e anteriormente era um anexo ao Palácio de Placentia. As duas torres fazem parte do Hospital. As colunas fazem parte do palácio. 

Junto ao palácio estava um barco dentro de garrafa em tamanho gigante. Da primeira vez que vim a Londres esta garrafa estava na Trafalgar Square, onde agora está uma mão com um polegar gigante (ver Primeiro Fim de Semana). Atravessámos os edifícios até ao Rio Tamisa e seguimos ate ao DLR para a viagem de volta. 





 É um sitio bastante agradável para passear. Hei-de lá voltar para visitar o Observatório e o Cutty Sark.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Emirates Cup

Último fim de semana de Julho foi também o fim de semana de Emirates Cup.

Como bons emigrantes fomos todos ver o Benfica ao estádio do Arsenal (Emirates Stadium). Começas a sentir a  excitação,  consoante começas a aproximar-te do estádio e a sentir o ambiente de futebol.

Fomos cedo, por isso estávamos com tempo. Para além disso, o nosso bilhete inclua dois jogos: RB Leipzig-Sevilha e Arsenal Benfica, sendo o do Benfica o ultimo. O estádio estava menos de meio durante o  primeiro jogo.
Como chegamos cedo ainda tivemos oportunidade de tirar fotografias antes de entrarmos. Por dentro, devo  dizer que o  estádio é bastante parecido com o estádio da luz mas com a parte superior branca em vez de vermelha. Ficámos sentados  no  meio  dos  adeptos  do  Arsenal (éramos 3). Havia alguns benfiquistas perdidos pela bancada. O resto dos  benfiquistas (e grande parte do nosso grupo) estavam na bancada dos  adeptos do Benfica rodeados de elementos  da  claque.
Devo dizer que  os  adeptos do Arsenal foram bastante respeitadores, principalmente durante os golos (nossos e deles). Cada um festejou os seus e ninguém comentou. Claro que  no  final foram eles que  ganharam :P
Algures durante o jogo começou a chover a cantaros e nao parou mais. Por sorte a zona da bancada onde estávamos sentados estava protegida. E as cadeiras eram bastante confortáveis, pelo que nao  estávamos nada mal.  Pior estavam os jogadores, principalmente os jogadores suplentes que nao tinham cobertura nos seus lugares (estranho). Quando acabou o  jogo fomos ter com o resto  do  grupo para tirarmos uma foto e seguimos para casa de um deles. Ainda bem que me deixaram entrar no  estádio  com o chapéu de chuva…


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Gloucester

Aqui estou eu mais uma vez a caminho  de Gloucester (le-se Gloster) que fica a 2 horas de comboio desde Londres. Tenho que me deslocar a esta zona algumas vezes por motivos profissionais.

Numa destas viagens as coisas nao correram pelo melhor. Começou bem quando perdi o comboio por 5 minutos e tive que esperar uma hora até o próximo. Lembro-me de estar a comentar num grupo que os comboios aqui eram bem fixes e nunca tinha tido problemas, enquanto que eles me avisavam que  era bastante comum haver problemas na linha pelos mais variados motivos (sinalização, objectos na via, chuva, vento, porque sim…), principalmente quando chegava o inverno. E eu pensava: esta gente é mesmo exagerada. Mal sabia eu..

Na volta para Londres nao apanhei o comboio que  deveria e fui mais tarde. Em vez de ter o comboio directo, tinha que  fazer transbordo  em Swindon, mas já estou habituada por isso nao havia problema. O comboio que faz a ligação Swindon - Gloucester é pequeno e um pouco velho, ao contrario do que sai de Paddington que é bastante recente, confortável e tem Wi-Fi.

Quando cheguei a Swindon achei que algo nao estava bem. Quando entrei no comboio que ia para Paddington estava cheio e só ouvia pessoas a comentar que era um pesadelo  e que nao sabiam quando iam chegar a Londres. Comecei a suspeitar que a viagem nao ia ser pacifica. E nao estava enganada.

Para começar nao havia lugar e tive que ir em pé. Parece que havia vários comboios com atrasos e nao sabíamos se o comboio onde estávamos ia chegar a Londres. Uma das coisas que acho interessante aqui é os maquinistas estarem sempre em comunicação com os passageiros a dizer o estado em que estamos. Se paramos avisam do motivo por exemplo que estamos a espera do sinal, ou porque um comboio avariou e vai mais devagar, se há alguém na linha.

Neste caso, a senhora maquinista comentava que estava tudo um caos e ninguém sabia o que estava a fazer :) Que nao sabíamos ate onde íamos conseguir ir  e que quem quisesse mais valia tentar ir por outro caminho, como por exemplo através de Oxford. Quando chegamos a Reading nao sabíamos se íamos continuar para Paddington ou nao e ficamos la 20 minutos á espera ate que o comboio foi cancelado. Aparentemente havia problemas na sinalização.

Sugeriram apanhar o comboio para Waterloo. Pensei "Ta-se bem" nao é assim tao mau. Ate que cheguei a plataforma do comboio para Waterloo. Estava cheia de gente!! E os comboios estavam só  a atrasar. Desisti e fui apanhar o Uber. Quando o chamei estava com rate de 1.5 e pensei que já era um bocado, depois confirmei  melhor o  sitio onde estava e quando tentei outra vez já estava 1.8. Aceitei logo porque só tinha tendência a pior. Já nem havia  taxis na praça. O rapaz do uber comentou que quem tentou a seguir a mim já estava com 2.3! O senhor do uber comentou que já apanhou rate a 6 e que o gajo pagou 700 Libras sem pestanejar. E nem estava bêbado :P

Inicialmente tinha pensado ir de Uber ate a estação de Metro mais próxima, mas acabar por ir ate casa, porque confirmei que posso apresentar como despesa os mais de 100 Libras que foi o custo :(.

Um belo dia nos transportes de Londres (GWR).





segunda-feira, 7 de agosto de 2017

The Wallace Collection

Num destes fins de semana em que estava um tempo típico de Londres (a chover) decidimos ir visitar um museu. O escolhido foi: The Wallace collection.

A Wallace Collection é um museu de arte nacional fundado a partir da colecção particular de Sir Richard Wallace e foi aberta ao público em 1900 na Hertford House em Manchester Square. A colecção inclui pinturas, mobílias francesas, porcelanas e armaduras. O museu é de entrada livre.

No centro tem um café com tecto de vidro que tem muito bom aspecto. Esta cheio de gente a tomar o seu Afternoon Tea, e estava também um casamento. É incrível a quantidade de casamentos que se encontra nesta cidade, nos sítios mais estranhos como  museu, miradouro, bares..

Para mim a parte mais interessante foram as armaduras, se bem que a secção que tinha mais estava fechada para obras (cheia de sorte eu).







É gira e nao é muito grande pelo que se ve bastante rápido.

Wicked


Sexta-feira a noite foi o dia escolhido para ir ver o primeiro musical em Londres. O escolhido foi Wicked, que até fica bastante perto da minha casa.

Não fazia a menor ideia da história. A única coisa que conhecia era a historia do feiticeiro de Oz, em que li o livro. Por isso, foi interessante acompanhar o seu desenrolar e as ligaçoes com a história que já conhecia.

Confesso que sempre me convenci que existiam 4 bruxas (Norte, Sul, Este e Oeste), mas não é o caso. São só 3 (Norte, Este e Oeste). A bruxa do Norte é a Glinda (The Good Witch), a bruxa do Este é a que leva com a casa em cima quando chega a Dorothy (irmã da Bruxa do  Oeste) e, por fim, a bruxa do Oeste que supostamente é a má e que se chama Elphaba e tem a pele verde (The Wicked Witch of the West).

No inicio não estava a achar a historia muito interessante. Pareceu-me muito cliché. Duas raparigas (uma popular, outra não) conhecem-se, odeiam-se, tornam-se amigas, a popular tenta tornar a outra popular, a nao popular rouba o namorado da popular… Enfim, o costume. A segunda parte tornou-se mais interessante, ja com mais ligaçoes a historia do feiticeiro de Oz.

Uma das coisas que reparei quando entrei foi que havia um dragão no topo do palco. Fiquei com bastantes expectativas em relação ao que ia fazer mas foi apenas mexer a cabeça e deitar fumo. Acho que o Harry  Potter elevou-me bastante as expectativas e agora vai ser difícil para os outros espectáculos.

Acho que os cantores foram bem escolhidos e cantavam bastante bem e adorei o guarda roupa. LINDO! Principalmente dos habitantes da cidade Esmeralda.
Palco com o dragao
Depois de sair do espectáculo!
Resumidamente, foi mais uma noite bem passada em Londres.

Sunday Roast

Quando  cheguei aqui  ouvia bastante falar no Sunday Roast mas nem sabia bem o que era, para além do óbvio que é um prato tradicional para comer ao domingo. Portanto quando alguém sugeriu ir, nem hesitei. Queria ir a Sunday Roast. Por isso domingo de manha fomos nos a um "Pub" chamado Lighthouse perto de Battersea Park (http://www.thelighthousebattersea.com/). Foi um dos dias que estava calor por isso  ficamos na esplanada.

O Sunday Roast é um prato tipicamente britânico (Grã-Bretanha e Irlanda) tradicionalmente servida ao domingo. Consiste num assado de carne, normalmente rosbife, e é acompanhado por Yorkshire puddings, batata assada, vegetais cozidos e gravy (molho da carne). É daquelas comidas tradicionais  para comer em família e que demoram bastante tempo a preparar (semelhante ao  nosso cozido a portuguesa). Devido ao trabalho que dá, muitas vezes os ingleses preferem ir almoçar ao restaurante.

Havia duas opçoes, vaca ou frango. Escolhi vaca e estava bastante bom. A pele bem tostadinha. No entanto, e um prato bastante calórico e nao  é para comer com regularidade :P O Yorkshire pudding foi o que  mais me desiludiu pois nao tinha grande sabor, mas  comia-se bem barrado com o puré de maça.

Sunday Roast

Sobremesa para terminar em grande!